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Conheça 10 soluções ergonômicas para reduzir a repetitividade no trabalho

Solucções ergonômicas para evitar trabalho repetitivo

Dores na coluna, na lombar, no ombro e no pulso são incômodos muito comuns entre os colaboradores. Provavelmente você já teve alguma dor articular em alguma dessas regiões ou já ouviu alguém se queixando desse tipo de incômodo. Trabalhar nessas circunstâncias é extremamente desgastante, estressante e interfere diretamente na produtividade do colaborador.

Infelizmente, a incidência de dores e doenças relacionadas ao sistema musculoesquelético é muito alta no Brasil. Cerca de 27 milhões de pessoas sofrem com dores na coluna no país, segundo a Pesquisa Nacional da Saúde, publicada no final de 2014. Além de serem desconfortantes, as dores podem persistir e provocar lesões e distúrbios, como a LER (lesões por esforço repetitivo) e o DORT (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho).

A LER/DORT são condições sérias e quando desenvolvidas no ambiente laboral, são consideradas doenças ocupacionais. Uma causa comum dessas condições é a repetição das atividades e dos movimentos durante a jornada de trabalho. Mas como reduzir a repetitividade no trabalho? Confira dez soluções ergonômicas para essa finalidade a seguir.


1. Proponha pausas regulares na jornada de trabalho

A repetitividade pode provocar fadiga e desgaste tanto físico quanto psicológico. No aspecto físico, a repetitividade compromete o sistema musculoesquelético, provocando lesões e inflamações que podem se tornar distúrbios e doenças. Como exemplo, podemos citar: tendinites, bursites, lombalgias e dores crônicas na coluna. Já no aspecto psicológico, a falta de pausas gera estresse mental, falta de concentração, episódios de ansiedade e até mesmo depressão.

As pausas regulares são uma excelente forma de interromper a repetitividade. Elas devem ser implantadas depois que for feita a análise ergonômica do trabalho. Assim, as pausas serão definidas corretamente, respeitando o colaborador e considerando o tipo de atividade exercida.

2. Promova a ginástica laboral

A ginástica laboral é uma das soluções que podem ser implantadas após a realização da análise ergonômica do trabalho. É a prática de exercícios físicos, pelos colaboradores da empresa, realizada no próprio ambiente de trabalho e durante o expediente. Os exercícios têm duração de 10 a 20 minutos e ajudam a interromper a repetitividade. Além disso, a ginástica laboral proporciona uma maior mobilidade e uma melhor postura, diminui as inflamações e traumas, com o fortalecimento do sistema musculoesquelético, e promove a diminuição da tensão muscular.


3. Conscientize os colaboradores sobre a importância de uma boa postura

Ficar na mesma postura por um tempo prolongado força o sistema osteomuscular, provocando dores e lesões. Para evitar a repetitividade postural, instrua os colaboradores a mudarem de posição, corrigindo sempre sua postura. Uma boa postura melhora a disposição para o trabalho e ainda protege a saúde física. Conscientize a equipe da importância de uma boa postura. 


4. Intercale atividades

Ao invés de deixar um colaborador exercendo por várias horas seguidas um mesmo tipo de atividade, procure mudar o tipo de atividade exercida de tempos em tempos. No lugar da repetitividade, busque a rotatividade. Peça que ele mude de tarefa, se possível de ambiente. Isso quebra a monotonia, renova o ânimo e dá mais motivação para que o colaborador consiga produzir mais e melhor.

5. Permita que o colaborador use sua criatividade

Executar uma mesma atividade sempre do mesmo jeito, pode ser cansativo e desmotivador para o funcionário. Isso pode também, levar ao estresse mental, causando distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão. Se possível, permita que o colaborador utilize sua criatividade. Ele poderá conduzir a atividade com muito mais ânimo e motivação, quebrando a repetitividade. 

6. Adapte o mobiliário

Se o mobiliário for inadequado, o colaborador pode realizar repetidamente um movimento inadequado e prejudicial a sua saúde. É fundamental, que a estação de trabalho esteja adaptada às necessidades psicofisiológicas como recomenda a norma regulamentadora número 17 (NR-17).


7. Oriente os colaboradores quanto ao uso das telas de computadores

É comum que durante a jornada de trabalho, o colaborador acabe fixando repetidamente o olhar na tela do computador. Isso força a visão, podendo provocar problemas oftalmológicos, dores de cabeça e fadiga. Instrua a sua equipe a piscar repetidamente e sempre que possível permita pausas, para que os funcionários se afastem do computador momentaneamente.

Procure também orientar para que o colaborador adote uma boa posição em relação ao computador. Ele deve deixar o monitor do computador entre 45 e 70 cm longe de seu campo de visão.

8. Cuide da iluminação do ambiente

A exposição repetida a uma iluminação inadequada pode trazer sérias consequências para a saúde do colaborador. Ambientes com baixa iluminação (sombras ou ofuscamentos), é exigido um esforço maior da visão, o que provoca fadiga visual e possíveis dores de cabeça. Enquanto a iluminação excessiva, por sua vez, também é prejudicial à saúde dos olhos, pois o excesso de luz provoca uma maior evaporação da película lacrimal, o que causa um déficit na lubrificação dos olhos.

O nível inadequado de iluminação prejudica ainda a execução das tarefas dos colaboradores, favorecendo erros que podem provocar acidentes de trabalho. Faça a análise ergonômica do trabalho (AET) e descubra os níveis ideais de iluminação para a sua empresa.

9. Regule a temperatura do ambiente

A exposição repetida a uma temperatura inadequada pode prejudicar a saúde física do colaborador, diminuindo, por exemplo, a eficiência do sistema imunológico ou mesmo provocando estresse.

10. Minimize o estresse no ambiente de trabalho

Arbitrariedade, clima organizacional ruim, desavenças entre colegas de equipe são situações que quando repetidas cotidianamente prejudicam a saúde da equipe. Afinal, elas provocam tanto o estresse físico quanto o estresse mental. O estresse é uma síndrome que pode provocar uma série de sintomas, como: irritabilidade, sensação de fadiga, dores musculares, ansiedade, impaciência, dores de cabeça, insônia, depressão e muito mais.

Para minimizar o estresse no ambiente de trabalho promova flexibilidade, cooperação e interação entre os colaboradores e reduza outros fatores que possam provocar desconforto no ambiente corporativo. Isso protegerá a saúde dos colaboradores e evitará queda de produtividade, afastamentos e falta ao trabalho.

Conclusão

Uma atividade laboral ou uma condição do ambiente e trabalho que é muito repetitiva pode levar o colaborador a desenvolver distúrbios psicológicos como estresse, ansiedade e até mesmo depressão. Pode ainda, comprometer a saúde física do colaborador levando ao desenvolvimento de LER/DORT, problemas de visão e outras doenças.

Além dos prejuízos à saúde do colaborador, condições inadequadas no ambiente de trabalho acabam trazendo consequências negativas para a empresa, como: presenteísmo, o absenteísmo, queda de produtividade, desmotivação do colaborador com o trabalho, dentre outras. 

A ergonomia pode se tornar uma grande aliada da empresa, aumentando inclusive a produtividade. Dessa forma, para atender as exigências legais e proporcionar um ambiente de trabalho adequado, é necessário que a empresa faça a análise ergonômica do trabalho (AET).

Então, que tal realizar a análise ergonômica do trabalho na sua empresa? Converse com a Contrei. Somos especialistas em ergonomia.

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